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Familiares e amigos despedem-se de militares mortos em acidente
Homenagem foi prestada aos quatro militares que morreram na queda de helicóptero, no Pantanal
Uma cerimônia simples e rápida marcou a despedida de amigos e familiares aos quatro militares mortos na queda de helicóptero, ocorrida na região da Nhecolândia, no Pantanal. Na homenagem, o comandante do Comando Militar do Oeste, o general Renato Joaquim Ferrarezi, disse que os quatro poderiam ser comparados a heróis.
A homenagem foi prestada no Destacamento da Aviação do Exército aos quatro militares: o capitão Vinícius Viglioni Salgado, o cabo Rodrigo da Silva Correa, o 3º sargento Renan Moreira Orizo, o capitão André Luiz de Almeida dos Santos. No hangar lotado, foi organizada a cerimônia de corpo presente. Os caixões foram enfileirados lado a lado. Quatro capelães foram responsáveis pela mensagem ecumênica e, logo em seguida, houve toque de silêncio. O comandante do CMO prestou homenagens aos familiares.
Logo em seguida, os corpos foram levados para os carros fúnebres e transladados para a Base Aérea de Campo Grande. Três dos militares seguem para as cidades de origem: Itajubá (MG), Caraguatatuba (SP) e na capital paulista. Os familiares seguiram no mesmo avião, em viagem que deve durar cerca de 3h30. A homenagem durou cerca de meia hora.
O major Paulo Vargas de Oliveira, comandante do destacamento da Aviação do Exército, disse que o acidente foi muito rápido e que nada pode ser feito. O helicóptero decolou à noite, durante treinamento na região da Nhecolândia. Os tripulantes tinham experiência nesse tipo de voo, em que é comum a desorientação espacial, em que não há orientação visual e o piloto deve se guiar somente pelos aparelhos.
Cinco minutos depois da decolagem, os militares que estava próximos notaram que a aeronave perdia altitude rapidamente. “Tentamos entrar em contato, mas não houve resposta”. O helicóptero, que estava a cerca de 150 metros de altura, caiu e logo pegou fogo, consequência da exposição do combustível em contato com a turbina aquecida.
A investigação, ao encargo de uma comissão do Exército, começou ontem, com envio de equipe ao local do acidente. O comandante Ferrarezi explica que o grupo tem prazo de trinta dias para concluir a investigação, período prorrogável havendo necessidade. “Qualquer hipótese que for levantada agora é especulação, não há como se dizer o que aconteceu”, afirma.
Cidade: Brasil
Autor: TV MORENA
Data: 12/03/2010